Escrito por: Redação GF+ | Data de Publicação: quinta-feira, 30 novembro, 2017

A era do compartilhamento onde seu concorrente pode ser seu melhor aliado!

Bem-vindo a era do compartilhamento onde seu concorrente pode ser seu melhor aliado!

Por: Luciana Andrade

“Não vou conseguir produzir todo este material no prazo! Vou imprimir em duas passadas mesmo, se o cliente reclamar eu faço novamente. Pelo menos eu entreguei.”

Se você conhece este pensamento, ou ainda se ele já passou pela sua cabeça é para você esta coluna!

Analisando os perigos desta decisão:

  1. Cliente insatisfeito: levando em conta que era uma campanha de PDV que só fecharam com você pois apresentou amostras de sua “alta resolução” e o que receberá será muito diferente ele nunca mais comprará de sua empresa e ainda tende a espalhar para seus colegas fazerem o mesmo. Custo de perda do cliente: imensurável.
  1. Prejuízos: Além do custo gigante de perder o cliente, certamente terá que imprimir boa parte novamente. Coloque na ponta do lápis os custos de substrato, de mão de obra, de tinta, etc.

Será que ainda terá algum lucro?

Muitos casos nos vêm à tona depois de acontecido algum problema! Muitos leitores nos ligam: “Preciso de indicação urgente de alguém de sua confiança para imprimir e adesivar uma vitrine em Recife. Já mandei 2 funcionários e eles esqueceram uma parte do material em SP e a parte que levaram eles aplicaram errado.” estas situações são uma constante em nossa redação!

Fico pessoalmente extremante preocupada e normalmente eu mesma faço contatos para ajudar a solucionar a situação rapidamente. Porém vamos analisar novamente os mesmos perigos: cliente muito insatisfeito e custos acima do previsto (até porque campanhas nacionais tendem a ser fechadas com valores baixos devido à alta concorrência).

Pensando em soluções:

Se analisarmos o funcionamento das empresas de comunicação visual americanas, ou a maioria delas, são extremamente lucrativas! Isto mesmo. Após viverem cenários de concorrência desmedida a maioria destes empresários foram se aperfeiçoando e criando focos de mercado. Por exemplo: “minha expertise é mais voltada a atender feiras e eventos. Assim eu e minha equipe teremos capacitação de ponta e equipamentos e suprimentos que atendam a esta demanda especifica. Seremos experts nisto.” Para outra empresa, que atua mais em envelopamento de veículos a mesma coisa. Assim, se algum cliente da segunda empresa precisar fazer um evento, esta indicará o colega e vice-versa. Assim as duas empresas se consolidam sem precisar prostituir o mercado e minimizando os riscos de erros.

No Brasil já temos algumas empresas assim. Pouquíssimas, mas percebo o quanto são organizadas e saudáveis financeiramente. São cases de sucesso, de uma nova geração de empreendedores que visa um cenário mais saudável. Infelizmente a maioria das empresas, principalmente as que já passaram algumas décadas de grande sucesso, tem dificuldades enormes nesta mudança de postura. Preferem continuar “fazendo tudo” e em guerra declarada com seus concorrentes!

O medo de fazer parcerias é o pior dos problemas. Este medo de que a outra empresa “pegue seu cliente” faz com que o concorrente seja visto como uma ameaça e não como possível parceiro. E isto acarreta em danos maiores: compras de maquinas de forma desmedida, contratação de muitos funcionários de instalação, tudo sem analisar os períodos sazonais de utilização destes recursos, mas somente para ter a sensação de conseguir fazer tudo sozinhos. O custo operacional destas empresas aumenta a cada dia e os lucros de um cenário de crise não conseguem suprir estas despesas.

Vamos analisar que: Existem SIM empresas tão sérias quanto a sua. Existem pessoas tão éticas quanto você em todo Brasil, então, porque não serem parceiros? Se sua empresa fechar uma campanha nacional, estabeleça parcerias em todos estes lugares! Mesmo que diminua um pouco sua margem inicialmente certamente terá a tranquilidade de manter seu cliente satisfeito e no final das contas o custo sairá muito menor. Além que de todas estas empresas parceiras também terão a sua empresa como parceira para futuros trabalhos! É a premissa do ganha-ganha. Detalhe: ao negociar uma parceria não coloque o preço lá embaixo. Respeite a empresa do seu parceiro para que ele atenda a sua demanda com satisfação e priorize seus materiais. Assim ele fará com você quando a situação for contrária.

Lembre-se: As parcerias só são saudáveis quando as DUAS empresas GANHAM, caso contrário não é parceria, mas sim trapaça.

Estamos vivendo uma era de compartilhamentos, como a AirBnb (a maior rede de hospedagens do mundo que não tem sequer um quarto próprio), a Uber (maior rede de transporte pessoal que não possui um carro sequer em sua frota), enfim, uma era de abrir mão do desnecessário e de otimizar recursos o nosso mercado continua implacável em “deixar sua produção em uma bolha!”. Em outros segmentos de mercado, como em muitas da área gráfica, as empresas até se ajudam em suprimentos que estão em falta no mercado. Empresários almoçam e trocam ideias e pontos de interesse em comum!

Fica a pergunta: Você emprestaria um litro de tinta, ou um rolo de lona para seu concorrente? Porque não?…

Vamos pensar no cenário do nosso mercado daqui a alguns anos?

Podemos mudar tudo! Nosso mercado está apenas engatinhando. Vamos fazer a diferença?

 

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