Escrito por: Redação GF+ | Data de Publicação: terça-feira, 9 agosto, 2016

Luciana Andrade | Não podemos fechar mais nada essa semana

Esta frase é quase que rotineira em empresas de Comunicação Visual em todo país. Mas por que isto acontece tanto? Em muitos momentos do mês a produção fica parada, com sua capacidade livre e, em contrapartida, quando o mercado magicamente dá alguns sinais de aquecimento parece que todos os orçamentos fecham ao mesmo tempo. Todos com tempo recorde de produção e instalação, o que torna impossível viabilizar mais trabalhos.

Imagem Shutterstock

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Quando vemos isto em um panorama macro podemos perceber algumas características que são comuns nestas empresas que passam por estes momentos que parecem bons, mas que geram prejuízo na maioria das vezes, gasto em horas extras para funcionários, custos maiores em suprimentos (comprados em cima da hora de quem tiver estoque para entrega) e ainda por cima uma leva de “refações” de materiais que são impressos de qualquer jeito, com arquivos e suprimentos errados pela pressa.

Em todos estes anos pude perceber que a maioria das empresas que passam por isto o dono da empresa também é um vendedor, mesmo tendo uma equipe comercial, ele se mantém uma carteira de clientes “vip”. Não acho errado, pelo contrário, o dono tem que ser o melhor comercial da empresa, porém, a disputa com seus vendedores em um momento destes é desleal! Qual material será produzido em tempo recorde? O do dono ou do vendedor? Normalmente o dono “bloqueia” a produção para ele e os vendedores que consigam novos prazos. Triste, mas normalmente é fato. Existe solução? Não. Existem alternativas que podem sim “conciliar” para que isto não seja uma regra na empresa. Vendedores insatisfeitos são extremamente prejudiciais! É melhor nem tê-los, então se tem eles uma sugestão: deixe-os satisfeitos!

Gargalos que impedem a produção podem ser previstos antecipadamente. Alguns detalhes que podem fazer toda a diferença na sua capacidade produtiva e na organização da empresa. Momentos preciosos que podem fazer a diferença ao organizar seu fluxo produtivo tendo cautela na negociação dos prazos com cada vendedor, até em confirmar o prazo com o cliente. Algumas vezes os vendedores antecipam por instinto temendo que o material atrase. Saber exatamente sua capacidade produtiva e a melhor forma de adequá-la é uma maneira eficaz de evitar que problemas aconteçam.

Muitas vezes um detalhe, como a troca de rolos de materiais, compromete todo o processo. Existem softwares de workflow que são muito utilizados por empresas americanas para gerenciar a produção, são incríveis na pratica. E a maioria dos brasileiros não tem a cultura de investimento em software, acham muito caro e preferem investir em mais equipamentos que parecem mais “rentáveis”. Nem sempre esta é a melhor escolha. Muitas destas decisões acabam por gerar uma nova demanda de trabalhos desorganizada, que terá um custo bem alto para se manter com mão de obra e manutenções. Muitas vezes quando calculado corretamente o fluxo da nova demanda pode ser compensado no mesmo equipamento anterior se tiver uma gestão dele de forma mais adequada.

Por fim, como uma apaixonada por produções entupidas de material sugiro sempre: olhem para seu comercial e sua produção com muito zelo! Ainda mais em épocas de campanhas eleitorais onde esperamos por um aumento de demanda, que eles não disputem com seus vendedores. Tenha em mãos uma lista de colaboradores terceirizados, empresa parceiras, visite-os e estabeleça um “elo”. Um concorrente pode ser um grande aliado para manter uma produção saudável!

LUCIANA ANDRADE JUNHO 2016

Luciana Andrade , diretora e editora na Revista GF+, autora da coluna Negócios de Bureau.

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