Escrito por: Redação GF+ | Data de Publicação: segunda-feira, 15 junho, 2015

O desafio de conquistar novas fronteiras

O desafio de conquistar novas fronteiras

Qual o momento certo de investir em outros países e como se preparar para a internacionalização? Essa é a dúvida de muitas empresas em expansão

Enquanto a economia brasileira encolheu 1,6% em um ano, segundo os dados do PIB (Produto Interno Bruto), o resto do mundo prova que já saiu da crise. De acordo com Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia global cresceu 3,58% em 2014, com projeção de 3,87% para 2015 e 3,95% para 2016. A inflação mundial foi de 3,49% em 2014 e projeção para 3,44% em 2015. No Brasil, o IPCA esbarrou nos 8% no último mês de março.

Já o volume de comércio de bens e serviços registrou um índice de 4,34% em 2014 e expectativa de aumento de 5,25% em 2015. Um último agregado importante a ser considerado no cenário global é a taxa de desemprego no mundo, que foi em média de 6,67% em 2014 e nova queda de 6,50% estimada para 2015. Com esses dados em mãos é possível concluir que a atuação no mercado internacional pode ser uma solução interessante para fugir da crise nacional. A internacionalização se mostra atrativa para empresas de determinados segmentos, como alimentos, energia e tecnologia, mas, por trás do desejo da internacionalização, há algumas exigências, as quais as empresas precisam cumprir. E como seguir em frente? Planejamento e preparação são requisitos básicos nesse processo de abertura de novas fronteiras de negócios.quebra-cabeca-cifrao-503x250

Andreas Hoffrichter, Diretor da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha (AHK Paraná) e Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba, afirma que os primeiros passos para aqueles que buscam atuação internacional são: saber o que quer e analisar o que já tem. “A Câmara é uma facilitadora nesse processo de transição das empresas, somos uma fonte de informação aos empresários que precisam, inicialmente, se informar sobre a legislação alemã, falar com pessoas de lá, vivenciar a cultura local, visitar o país”, explica.

Quanto ao incentivo da Câmara ao intercâmbio comercial entre as empresas brasileiras e alemãs, o diretor esclarece: “fornecemos uma visão geral da situação de um segmento de mercado na Alemanha e viabilizamos, de acordo com a disponibilidade, dados de determinado ramo de negócio, estudos setoriais e pesquisa básica ou ampla de mercado.”

Ao fomentar as relações econômicas bilaterais entre o Brasil e a Alemanha, a entidade ainda oferece serviços como: consulta aduaneira, para isso são feitas pesquisas na Alemanha de alíquotas de importação e de informações aduaneiras específicas para importação no mercado alemão, conforme a Nomenclatura Comum do Mercosul, que deve ser fornecida pela empresa brasileira; faz a averbação de documentos originais; fornece análises de crédito de empresas alemãs e europeias, por meio de um órgão alemão qualificado e certificado; auxilia na identificação de potenciais parceiros comercias, devido aos bancos de dados exclusivos que possui e  ao acesso a fontes privilegiadas de informações.

As Câmaras Regionais localizadas por toda a Alemanha são um excelente ponto de apoio para as empresas brasileiras, já que atuam no desenvolvimento estratégico e operacional, o que garante uma abordagem qualificada do mercado alemão.

Adriana Ramírez Peña, especialista em Negócios Internacionais e sócia-proprietária da Mercosur Consulting Group, nova associada da AHK Paraná, concorda que as Câmaras de Comércio são fundamentais no intercâmbio comercial, porque elas possibilitam um networking às organizações que, por sua vez, contribui para o surgimento de negócios.

A especialista que está à frente da empresa que presta consultoria em comércio internacional dá algumas dicas para as companhias que pretendem atuar no exterior: “conhecer o mercado é o princípio básico para a abertura de novas fronteiras, após este estudo é preciso analisar se o produto ou serviço oferecido é compatível ao novo local, uma vez que cada país tem suas peculiaridades, seja na parte cultural, econômica, política.”

Para evitar complicações futuras, Adriana ainda incentiva os profissionais a buscarem assessoria. “Estar informado em relação às leis, obrigações fiscais e, até mesmo, à cultura local e fazer um bom planejamento são requisitos primordiais quando se entra em outro país. É fato que os desafios vão existir, mas se a empresa se prepara de forma adequada, com o tempo se adaptará”, finaliza.

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