Escrito por: Redação GF+ | Data de Publicação: segunda-feira, 23 maio, 2016

Thomaz Caspary | Bons ventos tragam maio

Pensei muito antes de escrever estas linhas. Durante várias semanas andei lendo as previsões econômicas e de negócios, de famosos do mundo inteiro, em relação ao Brasil face ao momento político e econômico que estamos vivenciando. Passaram por mim, também, artigos de Armínio Fraga, Alberto Tammer, Maílson da Nóbrega e muitos outros “experts” brasileiros, além de artigos de jornais econômicos da Europa e dos Estados Unidos. Realmente viajei por uma verdadeira “gangorra de opiniões”, que foram do pessimismo, passando pelas incertezas e finalmente aterrisando em certo otimismo. Os otimistas preveem um crescimento negativo de 2,5% sendo que os pessimistas ficam com -4,5%.

Bons Ventos Tragam Maio Coluna Revista GF+

Fiquei na dúvida e conversei com Baba orixás, Videntes e Astrólogos.  O ano de 2016 será para os Chineses e Japoneses um ano que promete Fartura e Sucesso. E “nóis” como ficamos? As cartas de Tarô prometem mudanças. Estas mudanças, no entanto, dependerão das ações do Executivo, Legislativo e Judiciário que, no meu entendimento falam línguas diferentes neste momento. As mudanças dependerão também de como você empresário gráfico agir em sua empresa. Também o “I Ching” que em 2016 será regido pelo hexagrama 10, fala em conduta, ou seja, pede equilíbrio nas decisões empresariais. Finalmente os Astrólogos, falam em um bom ano, dizendo aos empresários que tenham ousadia e liderança.

Sabemos que o ano de 2016 será o ano onde o consumidor brasileiro, em função da situação pela qual o país passa, comprará bem menos. Isto fará com que os pedidos nas indústrias inclusive na Indústria Gráfica sejam reduzidos chegando mesmo a quebrar algumas empresas menos preparadas nas áreas da Gestão empresarial.  Aí começa a nossa ousadia em liderar vendas onde deveremos procurar nichos de mercado mais rentáveis e empresas que estejam “bombando” no mercado como, por exemplo, a área do Agronegócio e da Exportação entre outros.

Já a produção deverá ser mais enxuta, sendo que devemos nos utilizar da Inteligência de Negócios para verificar quais departamentos estão nos roubando a rentabilidade e talvez pensar em terceirizar certas atividades. Importante também será a imediata ação de incrementar o aumento da produtividade e a redução do desperdício. Para isto fazemos uso dos sistemas de Boas Práticas de Fabricação e Gestão. Neste momento, a liderança deverá imperar e para isso, teremos que introduzir novos conceitos de produtividade, aplicando novas metodologias e implantando um PCP com controles suficientes para um perfeito Pós-Cálculo. Teremos que adotar uma filosofia operacional, que nos dê uma forma de especificar e controlar os valores da produção, sendo que para isso, teremos que alinhar na melhor seqüência, as ações que criam valor.

As empresas pecam ainda pela falta de alguns conceitos como o Business Intelligence, Plano de Negócios e controles básicos, principalmente na área mercadológica (Custo-Benefício e Margem de Contribuição, por cliente, por vendedor e por segmento de mercado), que necessitam do pós-cálculo que é fundamental para se chegar a estes resultados. O mais importante é que o dono da empreendimento tenha em mãos a ferramenta mais importante para o seu trabalho: A Informação. Para isso, você é o gestor da sua empresa.

Outro fato muito comum com relação às pequenas empresas, quando se comparam com as grandes, consiste em dizer, que as pequenas não possuem verba para fazer o que as grandes fazem, evidentemente consideradas as proporções. Isso não é verdade, a frase correta seria: Não temos tanta disponibilidade de verba quanto elas para fazer o que elas fazem. O que acontece em geral, é que as pequenas e médias empresas gráficas, se esquecem de destinar parte do lucro para ser reinvestido no negócio em favor do próprio bolso. Dizem que sou muito “ácido” quando falo assim com a Comunicação Visual. Porém vejo sempre que é mais importante ter um carro novo, do que investir, por exemplo, num software de gestão, em treinamento da gerência ou dos funcionários, ou ainda, no próprio treinamento.

Mas nem tudo são flores… Teremos alguns problemas, sim. Em função da situação da nossa economia e das necessidades de nossos clientes, com conseqüente aumento da nossa eficácia em todos os níveis, existe um crescente desnível entre as necessidades técnicas e de gestão, dos atuais quadros de nossas empresas, aptas a desempenhar suas funções profissionais.

Na DRUPA 2016, no final deste mês, isso se tornará ainda mais visível, pois só a tecnologia inovadora não basta. Teremos alguns problemas em conseguir funcionários em todas as áreas, verdadeiramente capacitados para enfrentar estes novos desafios. Realmente iremos necessitar de idéias novas, para resolver problemas técnicos, mercadológicos e de gestão, que em grande parte são, na realidade, velhos problemas. Tudo parece continuar dentro da normalidade, porém se não agirmos com ousadia e liderança, os anos que se seguem nos colocarão diante de um quadro muito pessimista.

Thomaz Caspary, autor da coluna.

Thomaz Caspary, autor da coluna.

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